Toques de inspirações


19/03/2010


            Cada instante é um pedaço de tempo que não admite rascunho. Somos bombardeados por emoções que invadem nossa alma e solidificam o nosso caráter. Ficamos tristes, mudos, perplexos, extasiados de amor, paralisados de dor, alternamos fé e descrença e somos capazes de tudo, com quase nada.

            Quem não mergulhou na piscina e não quis sair mais? Quem nunca acordou no meio da noite e teve medo de se levantar? Quem nunca chorou ao ver um amigo partir e descobriu que vieram outros que te fizeram sentir que a vida é um eterno ir e vir permanente? Quem nunca se escondeu atrás da cortina e esqueceu os pés de fora? Quem nunca chorou no banho para ninguém ver? Quem nunca ouvir uma música e teve a impressão de que foi feita para você? Quem nunca foi indagado sobre o que gostaria de ser quando crescer, sem sequer saber se um dia iria crescer? Quem nunca tentou esquecer uma pessoa e descobriu que estas são as mais difíceis de esquecer? Quem nunca ficou no meio de mil pessoas, sentido falta de uma única?

            Ao final de tudo isso, indaga-se como alguém que entrevista um candidato a uma vaga de emprego: “qual sua experiência?” Experiência? Quem a tem se a cada instante tudo se renova?

            “(...) E a pergunta roda,

              E a cabeça agita.

              Eu fico com a pureza da resposta das crianças (...)”.

Escrito por juliana.barbosa2008 às 14h33
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25/02/2010


Suspiros de um post

Será que eu ainda consigo escrever neste blog? Será que virá alguma inspiração não planejada? Será que é suficiente que eu reserve parte do meu tempo para escrever que as ideias sairão como vindas de lugar nenhum, e vão disfarçar eficientemente a falta de empenho em buscar algo pra escrever? Será que vou ser acometida por pausas súbitas que imploram por alguma sequência de palavras?

            Será que isso é o bastante? Será que as coisas que só ganham sentido depois de realizadas já não estão natimortas? Será que eu tenho que desistir? Me aposentar? Comprar previamente uma cadeira de balanço e desinstalar o Word do meu computador para prevenir qualquer recaída?

            Será que eu preciso de motivos? Será que a confissão de questionar as razões do post já não são aquilo que necessito pra continuar? Será que tudo isso vai me limitar? Será que eu faço tempestade em copo d´água, querendo que cada minúcia do meu texto tenha sua particular significação insubstituível? Será que tudo isso não passa de pretensão demais? Será que tudo isso é falta de pretensão?

            Será que eu aprendo? Será que o leitor vai compreender? Será que essa cumplicidade ainda existe, mesmo que esporadicamente, mesmo que sem continuidade, mesmo que tudo que eu esteja escrevendo saia com a irresponsabilidade de quem pondera demais e acaba esvaziando o pensamento? Será que tudo isso não passa de um momento de tranqüila realização de algo irrelevante?

            Será essa a melhor saída: Escrever sem titubear, não reler, apagar qualquer esperança de que o texto saia coerente, impecável... E seja o que for? E que seja assim dessa vez e para sempre! Será mesmo?

            O que me interessa é que, ao menos, consegui voltar a postar aqui.

Escrito por juliana.barbosa2008 às 16h11
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22/02/2010


Escrito por juliana.barbosa2008 às 10h23
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07/01/2010


 

 

 

O que será de mim em 2010?

Não faço idéia, é complicado, mas acredito em destino e não em metas, metas eu deixo para o trabalho que é um ponto essencial. Eu gosto das surpresas da vida, do inesperado e dos acontecimentos, por isso não faço lista de pedidos, nem qualquer tipo de profecia, pois Deus se encarrega de providenciar tudo aquilo que preciso e algo mais que sequer mereço.

Decidi que relaxarei mais, me incomodarei menos, tentarei focar mais em mim como pessoa, afinal, parafraseando Luís de Camões: Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos.

Quero agradecer todas as pessoas que são minhas amigas, aos presentes que eu recebi e não sei como retribuir, ao meu leitor ou leitora que bate cartão aqui, mesmo não mandando e-mail ou um comentário no blog, mas eu sei que estão sempre lendo o que eu escrevo, e as pessoas que viraram mais que amigas, hoje são irmãs para mim.

Aliás, por falar em irmã, não posso deixar de mencionar que serei tia em 2.010. Sim, minha irmã está grávida e em breve mais um bebezão terá os meus carinhos. E como será amado. Tia na verdade acaba sendo um pouco mãe, com a diferença que tem direito a estragar o sobrinho com doces e pintar com sentido de loucura aquilo que o dia a dia não nos permite. Crianças têm o dom de movimentar nossas vidas e dar um incentivo maior às nossas buscas. Estarei aqui para acolhê-lo, com infinito poder de amar, lançar boas energias e esperar que as suas escolhas também de certa forma completem meus sonhos.

Que 2.010 seja de fato nota 10!

Escrito por juliana.barbosa2008 às 16h49
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16/12/2009


Poema de Natal`

Àqueles que por um instante tiveram paciência para entrar neste blog, um ótimo Natal e um Ano Novo surpreendente!

Escrito por juliana.barbosa2008 às 16h29
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08/12/2009


“Ensina-nos a contar nossos dias, para que alcancemos coração sábio (Salmo 90:12).”

 

 

 

Escrito por juliana.barbosa2008 às 13h56
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23/11/2009


Mulher de 30. Menina de 30.

               Fazer 30 anos é algo interessante. Na realidade, nada muda, mas é uma idade em que paramos para pensar o quanto já realizamos e quanto tempo temos mais para bem-viver os próximos trintas anos.
 
              Certamente sabemos com mais exatidão nesta idade o que queremos e onde podemos chegar. O que nos faz bem e o que é tempo perdido. Temos um pouco mais de experiência para não cometer mais erros e mais vivência para compartilhar com aqueles que ainda não chegaram aos trinta.
 
               Definimos melhor o tipo de roupa que queremos usar, ou que nos sentimos bem usando, ou ainda que nos caem melhor de acordo com nossas formas físicas. Combinamos melhor o perfume com nossa pele e sabemos a cor de rosa que nos agrada: vermelhas. Sabemos ser feliz  e dar a volta por cima e também  rir de nós mesmas. Confiamos. Temos Fé.

              Mulher de trinta. Menina de trinta. Que muito em pouco, faz pouco de muito. Que não tem pressa para nada, ou como leciona Mário Prata: '‘... sabem onde vão chegar e sempre chegam..."

 

Escrito por juliana.barbosa2008 às 21h15
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29/10/2009


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      Dizem que o amor tem que ser assim: servir direitinho, sem sobrar nem faltar espaço. Ficar justo no corpo, com encaixe perfeito. Que te faça sentir linda só por tê-lo. Um amor delicado. Quase infantil. De passear de mãos dadas. De borboletas no estômago. Um amor cuidadoso. Que pegue no colo. Que saiba dar colo. E pedir. Um amor com sorrisos. De admiração e orgulho. De divertimento. Um amor com aconchego. Que te ofereça o ombro, o abraço. E dê beijos sem que você precise pedir. Um amor tagarela. Que saiba conversar. Que encha de elogios espontâneos.

                   Que diga o que sente. Um amor com romance e rompantes de mimosura de tempos em tempos. Um amor sincero. Que tente resolver as coisas. Que não fuja. Ou que fuja, mas dê aviso prévio. Um amor companheiro. Que vá contigo a Paris. Ao mercado. E a todos os programas de índio. Um amor amigo. Que te entenda. Te desvende. Te desfrute. Que aproveite a tua companhia. E adore. Um amor simples. Honesto. E digno.

 

Escrito por juliana.barbosa2008 às 17h29
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21/10/2009


"It looks like love has finally found me".

Escrito por juliana.barbosa2008 às 21h15
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20/10/2009


São 15 horas. Entre um e outro prazo, uma inicial para terminar, um cliente agendado para daqui a meia hora, alguns contratos para finalizar, uma consulta para terminar de ser redigida, três ligações para serem efetuadas, e o compromisso de passar até o final do dia para retirar o passaporte que acabou de ser renovado, encontro enfim uma pausa, ou digamos um lapso de tempo para escrever neste blog.

Na realidade é muito fácil constatar que não tenho tido tempo ou não tenho me organizado suficientemente bem para dar conta de escrever algo. De uma forma ou outra me detenho por vezes colacionando músicas e um texto ou outro bem simples e sem função literária alguma.

Começo a perceber que o tempo está cada vez mais curto quando as coisas começam a se aproximar da minha mesa e meus passos se acomodam no espaço da minha sala. Um pacote de bolacha, um copo de chocolate quente (de preferência com granulado) que a moça daqui da lanchonete faz que eu adoro e uma caixa de chocolate que já fixou residência aqui ao lado do meu computador entre o porta-cartão e a estátua da justiça.

De fato acredito que não é necessário ir muito longe para se encontrar aquilo que se procura. Por vezes as consoantes de que preciso estão mesmo ao meu lado, nas pequenas coisas do dia-a- dia, nos meus amigos, em ti, em mim, em cada um de nós, em  quem eu amo, em quem me ama, em quem me odeia, em olhares, em atitudes, na palavra dita, no silêncio entendedor, no sorriso mostrado e naquele abraço que ansiamos tanto em obter.

            As consoantes de que preciso não estão longe de procurar. Não fazem parte do alfabeto russo ou árabe, chinês ou esquimó, são muito mais do que isso, são vogais pessoais, estão aqui agora neste momento tentando fazer esta frase ter algum sentido e pouco importa se nada rimar com nada.

            O interfone toca. São 15h30min. A partir de agora mais algumas sílabas passam a fazer parte da minha vida.

Escrito por juliana.barbosa2008 às 16h12
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24/09/2009


 

Venha primavera.

Como um toque de cetim, com o hálito das macieiras e com a força da terra fecunda.

Traga o amor em todas as estações e a delicadeza ondulada em pétala e flor.

 

Escrito por juliana.barbosa2008 às 18h05
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09/09/2009


Para ouvir de olhos bem fechados.

Escrito por juliana.barbosa2008 às 21h19
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04/09/2009


Ah...certamente ouvindo esta música o pensamento voa longe!

Escrito por juliana.barbosa2008 às 21h06
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27/08/2009


“(...)

Oh! Que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida,

Que os anos não trazem mais!

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais!”


CASIMIRO DE ABREU

                 Outro dia ouvindo uma pessoa recitar o poema “Meus oito anos”, de Casimiro de Abreu, me recordei das aulas de literatura no Colégio e as lembranças do professor Alcindo me vieram à mente quase que instantaneamente.

                 Eu sempre adorei as aulas de literatura, não só pela afinidade com a matéria, mas pela retórica poética do professor, por sua forma de fazer emergir com inaudita facilidade as mais diversas emoções, pela sonoridade constante dos seus versos e pelo tom propriamente lírico dos seus poemas. Era como se seus versos tivessem reminiscências daqueles poetas, e repetições de seus próprios pensamentos e dizeres.

                 Aprendi mais do que o sentido lúdico da poesia. Descobri que pode haver a máxima aproximação com a Literatura em nossa vida e nos questionamentos diários, e que para ser poeta, não se necessita estar morto há muito e ter vivido uma vida bêbada.

                Gonçalves Dias, Fagundes Varela, Castro Alves, Tobias Barreto, Álvares de Azevedo, Machado de Assis, Eça de Queirós, José de Alencar e outros tantos que a memória já apagou com o tempo.

                 Sempre permanecerá viva a lembrança desde professor de cabelos brancos (sim, às vezes despenteado), balançados sob o vento que generosamente invadia a sala de aula, e que era capaz de passar com singular admiração pelo naturalismo, pelo parnasianismo e pelo romantismo.

                Sinto alimentar a saudade dos velhos poemas, recitados tão docemente ao pé do ouvido, e quero cultivá-los na escrita, nos pensamentos, nas músicas, nos fins de tarde e madrugadas, pois o momento presente um dia também será um belo poema que alguém se encarregará de recitar.

Escrito por juliana.barbosa2008 às 18h38
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13/08/2009


Em tempo...

                O advogado é aquele que se abstém de todos os seus problemas e paixões, para absorver as dos clientes, sendo o único árbitro de sua atuação. Com esforço hercúleo é responsável por criar o pensamento nas pessoas de que apesar das mazelas da sociedade, a justiça ainda alberga os mais fracos e oprimidos, e que a espada que representa o direito o defende com a mesma tenacidade com que defende àqueles que detêm algum tipo de poder.

                Amar a advocacia é saber suprir todas as lacunas e imperfeições das leis e superar a falta de instrumentalização dos procedimentos. É ser pulmão das aspirações sociais. É ter consciência de que se detém o bem maior entregue pelo constituinte: sua confiança.

                E, quando errando, errando com a melhor das intenções, e errando com amor à advocacia, o que já é um enorme consolo. E com amor, não se erra, e quando se erra por amor, tudo deve ser perdoado.

                Feliz dia do advogado (com alguns dias de atraso) para aqueles que, como eu, ainda amam a advocacia.

Escrito por juliana.barbosa2008 às 11h00
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