Cada instante é um pedaço de tempo que não admite rascunho. Somos bombardeados por emoções que invadem nossa alma e solidificam o nosso caráter. Ficamos tristes, mudos, perplexos, extasiados de amor, paralisados de dor, alternamos fé e descrença e somos capazes de tudo, com quase nada.
Quem não mergulhou na piscina e não quis sair mais? Quem nunca acordou no meio da noite e teve medo de se levantar? Quem nunca chorou ao ver um amigo partir e descobriu que vieram outros que te fizeram sentir que a vida é um eterno ir e vir permanente? Quem nunca se escondeu atrás da cortina e esqueceu os pés de fora? Quem nunca chorou no banho para ninguém ver? Quem nunca ouvir uma música e teve a impressão de que foi feita para você? Quem nunca foi indagado sobre o que gostaria de ser quando crescer, sem sequer saber se um dia iria crescer? Quem nunca tentou esquecer uma pessoa e descobriu que estas são as mais difíceis de esquecer? Quem nunca ficou no meio de mil pessoas, sentido falta de uma única?
Ao final de tudo isso, indaga-se como alguém que entrevista um candidato a uma vaga de emprego: “qual sua experiência?” Experiência? Quem a tem se a cada instante tudo se renova?
“(...) E a pergunta roda,
E a cabeça agita.
Eu fico com a pureza da resposta das crianças (...)”.






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